quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Coleção completa "Pernambuco Imortal" [1995]


A coleção PERNAMBUCO IMORTAL foi publicada em fascículos semanais, que somam o total de 13, pelo Jornal do Commercio, com apoio do Governo de Pernambuco no ano de 1995. Trate-se de um resgate à história não só de Pernambuco, mas do nascimento do Brasil (desde a colonização até o final do século XX).

01 - Nativos e colonizados
O “paraíso” tropical e selvagem
Os primeiros visitantes e colonos
A luta entre portugueses e franceses
A divisão do Brasil em capitanias
Duarte Coelho e a colonização
Os sucessores e Duarte Coelho
A fidalguia local e a inquisição

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02 - A forte presença holandesa
As crises européias e o Brasil
A invasão da Bahia pela Holanda
A invasão de Pernambuco em 1930
Nassau e domínio holandês
A Insurreição Pernambucana
A mão de obra: índios e negros
As características da escravidão

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03 - Lutas, revoltas, injustiças
A resistência negra era forte
O Quilombo dos Palmares
A revolta dos índios no sertão
A restauração pernambucana
As guerras contra os negros e índios
Qualidade de vida
A deposição do cruel Xumbergas

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04 - O doce sonho da república
A Guerra dos Mascates
O declínio do estatuto colonial
As mutilações do território
O século XIX e as idéias liberais
A conspiração dos Suassuna
A vinda da corte para o Brasil
Caetano Pinto e a Insurreição
A organização do governo do Estado

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05 - Entre mártires e rebeldes
Sérios impactos à população
A reação real e a repressão
Luís do Rêgo e a recolonização
Corre perigo a unidade nacional
Surge a Convenção de Beberibe
A economia vive época de crise
Pernambuco e a Constituinte
A Confederação do Equador
O grande legado de Frei Caneca
A política do Primeiro Reinado

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06 - Períodos de guerras
Pedro I decide pela abdicação
Um motim chamado Setembrizada
Oficiais inferiores se rebelam
A reação absolutista e a Abrilada
A Guerra dos Cabanos em 1832
Rebeldia em Lagoa dos Gatos
D. Pedro diz “não a Portugal”
O açúcar dominava a economia
A idéia confederada toma vulto

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07 - Os liberais no poder
A influência de L.L. Vauthier
O poder dos senhores a terra
O papel do Partido Praieiro
Abolido o tráfico escravocrata
Fracassa a Colonização Alemã
Dantas, um herói no Paraguai

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08 - O sistema imperial amadurece
O açúcar comandava a economia
A revolta do Quebra Quilos
O processo de industrialização
Crescem as atividades culturais
Esquenta a campanha da abolição
Um espírito de luta e rebeldia

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09 - O império sofre e agoniza
Deodoro proclama a República
Lutas internas abalam a nação
Floriano chega com mão de ferro
Cresce a economia pernambucana
Uma forte oposição aos rosistas
O gosto amargo do dantismo

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10 - Os caminhos da modernidade
Dantas lutava pela reeleição
A modernidade de Manoel Borba
Um autoritário que disfarçava
A política de muitos coronéis
Coimbra e a revolução de 1930
A difícil situação dos anos 20

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11 - Uma revolução se aproxima
Nasce uma consciência sindical
A revolta dos jovens tenentes
Injustiças fomentam o cangaço
Mudança profunda nos costumes
Recife era limpa e acolhedora
Revolução ou simples rebelião?
A reconstitucionalização do país

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12 - Agamenon e o Estado Novo
O confronto esquerda X direita
Getúlio toma o poder pela força
Agamenon Magalhães e o Estado Novo
Pernambuco e a 2ª Guerra Mundial
Nascem novos partidos políticos
O domínio Pessedista

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13 - A história atual
A frente do Recife e eleição de Cid
Sudene: Uma nova visão
Ascensão de Arraes, “O povo no poder”
Arraes e os senhores do campo
Os dias de março e abril
O período autoritário e seus governantes
As questões do setor agrícola
A questão urbana
Os problemas de ordem culturais 

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PS.: Este material está disponível com finalidade única de uso particular ou educativo sem qualquer fim lucrativo, qualquer uso comercial deste material configura desvio desta finalidade.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

A objetificação da mulher entre os anos 90 e começo dos anos 2000

Eu cresci num tempo em que "ser feminista" era um "defeito". Cresci ouvindo "tu é toda feminista" com ares de acusação de um desvio moral. Cresci num tempo em que Gabriel Pensador xingava mulher de vagabunda em suas músicas, as colocava em listas como comida em cardápio e as culpava pela rede corporativista machista à qual elas estavam sendo submetidas, como carne à venda para gerar lucro a mega empresários. Era um tempo que as demandas do feminismo estavam nos livros que uns têm preguiça de ler e outros não têm dinheiro para comprar, estavam nos ambientes acadêmicos privilegiados, estavam restritas a poucos. O que restava era o preconceito disseminado nas mídias de massa e a noção falsa de que a mulher com a bunda e os peitos à mostra em banheiras do Gugu, ralando a piriquita em garrafas no Faustão era vagabunda e burra, ao invés de explorada por uma rede machista corporativista ainda maior, de que era "tudo puta" mesmo, e que tinha todas as possibilidades de escolher livremente outra coisa que não "exibir o rabo no domingo à tarde em rede nacional". Foi isso os anos 90, começo dos anos 2000, últimos anos do século XX, tempo de ignorância que não precisa se perpetuar pelo século XXI.


sábado, 28 de janeiro de 2017

AQUI EMBAIXO

Sou muito reticente quanto às leituras da condição da periferia feita a partir dos altos das varandas da classe média e do conforto das salas das universidades mais concorridas e seletivas do país. Não deveria não ser. Percebo que o famigerado termo "esquerda caviar" até faz algum sentido sob certo ponto que observo em certas "posturas de pessoas que se dizem de esquerda", que se dizem "estar a favor do povo injustiçado e oprimido". Uma esquerda que berra "Fora Temer" de seus jardins privilegiados, que questionam as injustiças sociais, mas só até o ponto que não mexe nas heranças que suas famílias tradicionais deixarão para elas. A juventude florida da "esquerda" que vem dos bairros nobres da cidade, de pseudo artistas de toda categoria que são sustentados por algum pai, mãe, avó... Uma esquerda hipócrita!

Outro dia me perguntaram porque eu não gosto de ambiente de alternativo de rico [hispster do mais canalha, para falar sem rodeios]. Essa gente gourmetizou e superfaturou os, antes, ambientes alternativos. Agora, a cerveja custa os olhos da cara, a comida nem se fala, a antiga carrocinha de cachorro quente foi substituída por foodtrucks fofos que cobram valores injustamente caros pela comida... Invetou-se um "valor metafísico" pelo qual se cobra um alto preço físico capaz de excluir do ambiente "alternativo" aqueles que não podem pagar tão caro. Alternativa para quem? Eu Pergunto...

Pouca coisa me entedia tanto ultimante quanto esse ambiente de "alternativo de filho de rico". Eu queria que existisse emoji capaz de expressar minha cara ao ver os trejeitos ensaiados para se exibir, pseudo simpáticos, os egos inflados nos lugarzinhos cult que essa galera frequenta, que quando eu invento de aparecer por lá só fico mais certa de que eu não pareço com nenhum deles, de que eu sei que eu não sou [ainda bem] igual a nenhum deles, nem sob o aspecto de fato nem sob a aparência, que não tenho sobrenome intimidador, nem endereço pomposo, que não "conheço fulaninho poderoso", que não tenho "costas quentes", nem possível suborno, de que eu não sou essa galerinha "consciente dos seus privilégios", essa mesma galerinha que me totaliza como um deles talvez pela cara, na vida, no dia-dia há um abismo imenso de circunstâncias, de condições fáticas que nos diferenciam e que da teoria do livro de sociologia não dá para ver.


Texto e fotografia: Jacilene Silva.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Publicidade sexista da Cerveja Proibida

Vira e mexe e agente se depara com publicidade "cagada". A gente reclama, explica com a maior paciência do mundo o quanto é importante desconstruir o sexismo e vem a publicidade e não só ratifica a atitude de discriminação fundamentada no sexo como a incentiva ativamente. Esses cursos superiores de publicidade ensinam muito bem a manusear softwares, já com relação ao desenvolvimento de um bom senso crítico, deixam demais a desejar. Este tipo de produto é fruto desse tipo de formação muito mecânica e pouco humana. Acho que está faltando muito colocar umas aulinhas de filosofia nesses cursos de publicidade, né? Já ajuda a evitar umas propagandas péssimas como esta da proibida.


Descrição do produto: A família Proibida Puro Malte cresceu! Uma cerveja para cada gosto e paladar, tem a Proibida Puro Malte que vocês já conhecem, e agora vocês vão conhecer também, a Proibida Puro Malte Forte que vem com um sabor intenso e marcante, já a Proibida Puro Malte Leve traz leveza e refrescância e a Proibida Puro Malte Rosa Vermelha Mulher uma cerveja delicada e perfumada, feita especialmente para você mulher. Cada cerveja tem sua marca, característica, sabor e todas são gostosas demais.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CRÔNICAS DE UM PAÍS ESQUIZOFRÊNICO


Meados da tarde do primeiro dia útil do ano, meu namorado e eu fomos tomar um sorvete e dar uma volta na orla de Olinda, olhar um pouco o mar no pôr do sol. Eu não tive como fotografar a cena que quero descrever, pensei em desenhar, mas não seria suficiente para externar de maneira minimamente satisfatória o que sentimos ao observar um rapaz negro, de calça esportiva e tênis de boa qualidade, sem camisa, andando de busto estufado para ostentar uma tatuagem do lado esquerdo do peito: uma grande e visível suástica.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Feminismo que não passa pela questão de classe social é incompleto

Um amigo meu que é motoboy, faz entregas de lanches numa grande rede de fast-food me perguntou o seguinte: "Mas o que o feminismo tem a dizer sobre os assédios constantes que alguém como eu sofre por parte de mulheres ricas quando estou trabalhando com entregas?". Lembrei de um conhecido que trabalhava como auxiliar de serviços gerais num grande hospital particular da cidade e trazia histórias bizarras de assédio que sofria no trabalho, sempre por parte de mulheres ricas e "bem resolvidas".

Isso me botou para pensar. Parece claro que o assédio se dá na situação em que alguém que se sente com poder em relação a outrem, se aproveita deste outrem que considera em posição de vulnerabilidade. Numa sociedade massivamente machista é muito mais comum que o homem se sinta nessa posição de poder em relação a mulher, que ele vê como vulnerável em relação a ele. No entanto, numa sociedade também classista, não é uma situação muito incomum a de uma mulher rica, se sentir e saber que é ela quem está em situação de poder diante de um homem empregado, que lhe presta serviços, pobre, portanto vulnerável. 

Outro dia uma amiga querida, em conversa, me contou situações de assédio em que o namorado dela, que foi garçom num bar cult caro, frequentado pela elite local e foi constantemente assediado por mulheres ricas frequentadoras do local, inclusive famosas e prestigiadas no meio intelectual por seus muito bem articulados discursos feministas.

Aí eu pergunto: o que seu feminismo quer? 

Se a resposta é "acabar com uma situação de opressão baseada em gênero", mas sua crítica à "opressão" não passa pelo crivo da exploração de classe, então, vou dizer sem rodeios: você não está falando em acabar com opressão, você está falando somente que quer ocupar o mesmo lugar que o machismo reservou para o homem rico, branco e opressor, apenas isso. 

Afinal, sua liberdade sexual, de paquerar, flertar, transar, é e sempre será a bandeira do mesmo feminismo que o meu, mas não será minha bandeira uma suposta "liberdade" de reduzir todo trabalhador, pobre, sobretudo negro, ao seu mero objeto de fetiche, ao "pedaço de carne" que serve unicamente para você exercer toda sua "liberdade sexual".

Fotografia: Jacilene Silva.